Julia + Fuca / New York Wedding

< Casamento Em New York >

\\ Casamento em Nova York // Pense num casal que gosta de casar! E de casar bonito! Julia e Fuca fizeram um dos casamentos mais lindos que já fotografamos aqui em Salvador. Intimista, coisa de 40 pessoas, em um pequeno anfiteatro com vista para o mar, dentro de um casarão antigo no Santo Antônio Além do Carmo. Foi em outubro do ano passado. Para quem não viu, aqui está. E resolveram repetir a dose. Desta vez, lá na terra dela. Nova Iorque.

Convidados a fotografar novamente, muito felizes e honrados, lá fomos nós! O casamento seria na cidade de Rye, Upstate New York, distante 40 minutos de Manhattan. Naquela manhã, Trini e eu tomamos o trem na Grand Central Station e chegamos à cidade de New Rochelle, onde fica a casa de seus pais, para descobrir que nossa noiva havia levado, sem querer querendo, um organismo nefasto aqui da Bahia lá pra gringolândia: Zika!!! Naqueles dias, o vírus estava sendo espalhado a torto e a direito na nossa terrinha pelo aedes aegypti, que foi seduzido por sua pele branquinha no período mais inconveniente possível… Aí, já viu: febre, dores no corpo… e aquelas inoportunas manchas vermelhas em toda a pele. Bem no dia do casamento. Ó, céus…

A gente, que observava e registrava tudo, começou a fotografar quando Julia ainda estava na cama, indisposta, meio que sem vontade de levantar para nada. Depois de um remédio aqui e outro ali, e de todo o carinho que ganhou de sua irmã Emma, sentiu-se melhor, levantou-se, desceu, abraçou a família e os amigos que estavam por ali e partiu para o Shenorock Shore Club, onde seria o casamento. Se arrumou por lá, com as amigas. E Trini a acompanhou. Eu fiquei em casa, com Fuca, observando contente o quão bem-vindo ele era ali e como estava sendo acolhido pelos familiares de sua esposa que acabara de conhecer, naquele mesmo dia. Mesmo assim, eu notava que batia aquele nervosismo de vez em quando; mas nada que uma dose de conhaque não resolvesse…

O casamento seria de acordo com a tradição judaica. Nada muito ortodoxo, mas a celebrante seria uma rabina e o kippah na cabeça dos homens não poderia faltar, bem como o romper do copo seguido do “mazeltov!!!” ao final da cerimônia. Ainda em casa, um momento interessante. A avó de Julia, no alto de seus noventa e poucos anos, extremamente lúcida, sobrevivente do holocausto, parecia começar, talvez, a aceitar a união da neta com um gentio. Fuca retribui com um beijo em sua testa, em sinal de carinho e respeito.

No clube, até o último minuto, não se sabia se a cerimônia aconteceria em área aberta ou fechada, porque uma chuvinha chata, tão fora de hora quanto a zika, insistia em cair. Mas parou, e a celebração aconteceu em frente à praia, sob a bonita luz de um fim de tarde, seguida de um jantar. Fuca ficou com os olhos marejados, Julia também se emocionou bastante e depois nos contou que aquele havia sido o dia em que mais havia se sentido amada por sua família. Coisa linda… :)

Para nós, um prazer gigante poder fazer parte disso. Um imprevisto ou outro são ingredientes a mais para uma grande história a ser contada aos filhos e netos, não é? Muito obrigado, garotos, mais uma vez, pela confiança. Foi incrível!

Nos vemos no próximo camarão na pedra na casa de vocês. Ou aqui em casa! ;)

Um grande beijo meu e de Trini.

F.

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